
E lá fora posta uma vela acesa a sua frente. Os gigantes, como em um ritual periódico, urravam e cantavam palavras que não lhe faziam sentido algum. Não pedira para ser colocado nesse mundo, só pra depois ser culpado de sua existência, pra ser culpado de apagar velas, queimar a parafina que consome a vida.
As luzes se apagam e a vela queima. Refletem em sua íris o calor e o peso que carregará em seus ombros. Sem velas a mais, são simplesmente velas a menos.
E lá fora posta uma vela acesa a sua frente. A chama sendo apagada. Apaga-se o tempo. Uma vela a sua frente... a primeira de suas vinte e uma velas que esmaeceram as luzes da sala.
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