terça-feira, 22 de junho de 2010

E o orvalho pesou. Sua delicada transparência dispersou-se em lâminas desorganizadas no solo. A última gota caiu. Secou o ar, umedeceu a areia seca. Caiu dos olhos, salgou a fonte...
Caro leitor, as cinzas e a poeira apenas ratificam a sensibilidade da matéria nossa própria FALTA.
Falta de sensibilidade, falta da capacidade de discernimento e falta de qualquer VONTADE.

E o orvalho pesou...
A última gota escoou.
Desceu pelo pálido semblante
Molhou o solo seco.

E o orvalho pesou...
Explodiu na fronte
Daquele que olhava o firmamento,
Regou a mente de vazio.

E o orvalho pesou...
Secou...
Cinzas se tornou.
O orvalho transbordou.

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