domingo, 19 de junho de 2011

Capítulo 8 - A Verdade

       "Não tenha medo de se apaixonar. Tentar dominar o coração pode parecer maduro e sensato, mas dominá-lo apenas mata as esperanças e oportunidades que nos são plantadas diante dos olhos.
       Tenha medo de perder a vontade de amar, a vontade de viver. Ao descobrir-se que a felicidade em si não existe e que ela está na busca dela própria, a vontade de extirpar uma vida consome as ideias daquele que não para de pensar e possui a mente inquieta.
       Temer o desconhecido é mais seguro do que enfrentar o incerto e, talvez, letal.
       Não tenha medo de se apaixonar. As punhaladas dadas no coração devem ser sentidas e as feridas abertas para conseguir tirar o que há de melhor lá dentro. A distância impede contatos, tatos... A distância não impede contatos, orgulhos, paixões. Saudade revela a dependência do prazer, da satisfação, da vivência.
       Tentar algo novo não é suicídio, é renovar os ideais, enriquecer as experiências. Tentar algo velho é nostalgia e gosto pelo que realmente valeu a pena e, acima de tudo isso, tentar o novo em algo que já possui longa data, é um privilégio para poucos, uma honra, um aprendizado e, sem dúvidas, a mais satisfatória das sensações.
       Poucos admitem suas paixões, tentam escondê-las de si. É inútil, é inevitável, é covardia. Apaixonar-se revitaliza os olhares e irriga as mentes inóspitas que vagam por aí sem uma direção.
       Não tenha medo, tudo a seu tempo e, as vezes, mais próximo do que se imagina'

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