quarta-feira, 27 de março de 2013

O Sol

morre novamente. explode a cada pulsar. aquece a cada respirar de um novo dia. ilumina as horas que, em um momento de trevas, são dádivas desperdiçadas momento a momento.
nasce novamente. chora, caminha corta o céu e parte meu coração. cambaleia em uma mesma direção. todos os dias, só pra morrer de novo e deixar sozinho aquele que tenta alcançar o horizonte. a lua não respeita seus filhos, ela puxa as sombras e engole os sorrisos. revela os medos. despe os instintos.
mas o sol. . . ah. o sol nasce, morre, cria e mata.
ele é tão humano que não tem pena de seus filhos: explode e pede perdão, todas as noites.

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