sábado, 10 de julho de 2010

"Senhor do Tempo,
Mestre das Areias,
Pai da Sabedoria...
Volta agora o viajante.
Retorna do lugar
Onde nunca quis estar,
Onde nunca reconheceu um olhar.
Retorna à sua morada,
Terra de incertezas,
Medos...escuridão...."

Os medos apenas dão a coragem necessária para que a escuridão seja vista a partir de um clarão letal. Letal para os olhos. Constrói as trevas a partir da luz e faz com que abraços sejam sentidos como camisas de força. Medos apenas nos dão liberdade. Controvérsio, não? Eles edificam a liberdade... sentimento de não sentir-se preso a si, ao ego. Dão uma liberdade que nos permite saborear o mundo lá fora, criam uma expressão que nos proporciona total curiosidade de se conhecer o desconhecido. Da liberdade vem a prisão. A escuridão do medo nos aprisiona e ratifica a incapacidade de sermos o que somos. Aprisiona sonhos, sufoca o viver...
Medos talvez sejam a coragem necessária para ganharmos liberdade ou cárcere...

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